Academia de Integração Sensório Motora – Mediação e gestão da Aprendizagem e Satisfação Pessoal (Integral System)

 

Na prática terapêutica há um agente decisivo para o nosso trabalho: é a motivação e interesse do nosso paciente, justamente na sessão terapêutica.

 

A investigadora, Marian Diamond, da Universidade de Berkeley, EUA -  hoje considerada internacionalmente como uma das maiores neuroanatomistas contemporâneas - somente depois do advento do PET scan (tomógrafo de emissão positrônica) na década de 90, recebeu o devido crédito às suas pesquisas pioneiras iniciadas nos anos 60, as quais alertavam sobre a importância de um ambiente estruturado em estímulos motores e cognitivos como fatores determinantes para o fortalecimento das redes neuronais no cérebro de uma criança e portanto demarcando o papel do ambiente e do agente de educação e sua mediação como fundamentais na plasticidade cerebral.

 

Em suas pesquisas, as primeiras publicadas em 1964, Diamond pontuava a oferta de estímulos como fortalecedora e responsável pelo espessamento do córtex cerebral. Seu livro “Arvores Maravilhosas da Mente”, foi traduzido e publicado em 2000, no Brasil, e apresenta dezenas de estudos realizados na década de 90, por outros investigadores, precisamente considerando as suas primeiras pesquisas.

 

Como terapeutas ocupacionais, constatamos há décadas também, a importância do brincar, das brincadeiras e suas fantasias, dos jogos recreativos, das cantigas de rodas, das danças, das folias, das músicas e ruídos sonoros graduados, entre outros, como importantes mediadores para a promoção do desenvolvimento da plasticidade cerebral, em crianças com lesões neuromotoras.

 

A Integração Sensorial  (IS), desenvolvida pela T.O. Jean Ayres, na década de 70, mostra-se como um método eficaz – validado através de pesquisas cientificas  - para a reabilitação de crianças com distúrbios sensoriais que afetam o desenvolvimento percepto-motor.

 

Hands out

 

Porém IS, é tipicamente o que chamamos “hands out”. Nessa metodologia, a maior parte das atividades propostas é feita sem a intervenção direta das mãos do profissional no corpo do reabilitando.

 

O papel do terapeuta é preparar o ambiente anteriormente à chegada da criança, deixando ali pequenas ofertas de “desafios” que estarão compatíveis com a avaliação, segundo os critérios da IS, da criança. Assim o profissional actua como parceiro da brincadeira ficando a certa distância controlada e propondo os “desafios” considerando-se os atractivos para a criança e suas dificuldades e carência de demandas sensoriais. A criança, tende a ser independente motoramente. É capaz de andar, mover-se mesmo com alguma dificuldade de equilíbrio e percepção de profundidade espacial.

 

Cabe aqui salientar que as desordens do Sistema Vestibular e Proprioceptivo, são evidentemente as maiores dificuldades apresentadas nos grupos que são atendidos há décadas pela IS (incluem-se portanto crianças com dificuldades de aprendizagem escolar, crianças hiperactivas, deficits de atenção, etc.)

 

O ambiente preparado pelo profissional é na verdade um típico parque de diversão infantil com: rampas, escorregadores, trepa-trepas, balanços, redes, giradores,etc. sendo que as atividades motoras: rodar, balançar, correr, girar, pendurar-se e lançar-se são graduados e considerados à luz das informações do Sistema Nervoso Central.

 

Sua aceitação pela criança e portanto também a eficácia terapêutica estão muito vinculadas em como a criança vê esse espaço terapêutico, pois ali a maioria delas sente-se capaz de realizar uma brincadeira mais radical (o profissional foi gestor do sucesso da brincadeira terapêutica).

 

Portanto, a criança se desloca livremente para o “campo terapêutico” como se fosse a uma festa e sente-se dona de sua vontade e possibilidade. Ela é autora, e o terapeuta que está com suas mãos fora da criança, é agora apenas um assistente (gestor de desafios).

 

O terapeuta “assiste” com entusiasmo, e vibra a cada movimento e acção  realizados. O profissional sabe como desenvolver as performances motoras e conhece a disposição da criança para o aprender.

 

Esse profissional tem uma relação afectiva com a criança, identificando-se como um agente de brincadeira que permite à criança entender suas dificuldades e querer ultrapassar as mesmas. Ambos, compartilham um objetivo, que é a fazer a criança sentir-se mais hábil e capaz a cada sessão de terapia.

 

O ambiente com música, também desenvolvida para activar determinados centros sensório-percepto-motores, é utilizado com frequência, o que promove maior êxito mensurável.

 

Hands on + tecnologia (hands out)

 

Há 10 anos construímos o que denominamos de Academia de Integração Sensório-Motora, pois na prática, diferentemente da Integração Sensorial, desenhamos alguns equipamentos para serem utilizados por crianças não independentes motoramente, ou seja, crianças que não se locomovem sozinhas com especial atenção àquelas que apresentavam um grave comprometimento de mobilidade. Embora a Academia possa ser usada para IS, ela também permite a estimulação de uma criança cujo maior comprometimento seja motor e a deficiência sensorial seja justamente secundária a causa principal.

 

E o papel do profissional em algumas situações é de muito “hands on” ou seja, não há como deixar de por as mãos, pois estamos tratando muitas vezes de uma criança com ausência do controle de cabeça. Por outro lado, ao utilizar certos estímulos em determinadas tecnologias  suas mãos poderão estar fora da criança, o que certamente facilitará  para essa criança sentir-se um pouco mais capaz e participar mais motivada do seu processo de reabilitação. (por exemplo o uso do Pégasus)

 

As cores, desenhos, ajustes, entre outros recursos oferecidos na Academia, procuram criar situações de prazer, de alegria e com isso viabilizam-se mais momentos de “hands out”. Assim uma criança grave tem a possibilidade de divertir-se aprendendo.

 

Os caminhos que percorremos como terapeutas ocupacionais, nos levam a a buscar oportunidades de crescimento profissional continuado. Nos últimos dez meses trabalhei em um espaço terapêutico em Cascais, Portugal, onde se utiliza o método Brain Gym, desenvolvido por Paul Dennison e Gail E. Dennison -  na década de 80 - para tratar crianças com distúrbios de aprendizagem, autismo, hiperactividade,  etc.

 

Durante esses meses a título de fortalecer minha compreensão e estabelecer correlações com esse método, resolvi reler o livro “Smart Moves, Why Learning is not All in Your Head” de Carla Hannaford,  e novamente pude constatar que boa parte das recomendações da autora, ainda são necessárias de serem mais uma vez divulgadas.

 

Vou transcrever, alguns trechos que traduzi e que destaco, por sua importância nos dias de hoje, em que as crianças e jovens passam boa parte do seu tempo em computadores ou videogames, ou realizando actividades de leitura e escrita em escolas. Percebemos que nossas crianças estão em condição muito sedentária e apresentam um índice baixíssimo de quantidade e variabilide de mobilidade.

 

Ressalto ainda a questão do mobiliário escolar ou residencial não estar adequado ergonomicamente (adequação postural), o que contribui para um desvio de atenção e sobrecarga energética advinda da assimetria na distribuição do peso e do centro de gravidade corporal. Sabe-se que esses fatores interferem sobremaneira na capacidade de aprendizagem também.

 

Mais movimento, mais aprendizagem” (capítulo 6, paginas. 101-102)

“É essencial para o processo de aprendizagem que permitamos às crianças explorarem cada aspecto do movimento e de equilíbrio no seu ambiente, como andar sobre cubos, subir numa árvore, ou pular sob obstáculos, ou mesmo pular sobre alguns móveis, escadas, plataformas, rampas, declives, etc.

 

Uma mãe indígena contou-me que quando ela era uma criança, ela e outras crianças podiam explorar a tenda central desde de manhã até o fim do pôr-do-sol. Nem ela, ou qualquer criança, nunca tinham se machucado seriamente nessa aventura e ela sentia que isso foi essencial para seu processo  total  de aprendizagem.

 

Todavia, com a atual percepção de que o mundo é um espaço perigoso para crianças, ela jamais permitiu aos seus filhos irem para a tenda. Sem a tenda central para explorar, seus filhos fizeram da Televisão seu passatempo predileto. Essa mãe observa que seus filhos têm movimentos alterados de equilíbrio e mobilidade de cabeça.

 

Ela entende que essas alterações podem estar relacionadas com as dificuldades de aprendizagem que eles possuem, especialmente ler e escrever, justamente o que estão aprendendo agora na escola.

 

Em um estudo com mais de 500 crianças canadenses, os estudantes que despendiam uma hora extra cada dia em classe de ginástica, apresentavam notavelmente melhores resultados nos exames do que as crianças menos ativas.

 

Similarmente, homens e mulheres aos 50 e 60 anos, que são estimulados para realizarem um programa de aeróbica, com uma regular caminhada ao ar livre por quatro meses, aumentaram sua performance em testes mentais na ordem de 10%. Observando-se mais atentamente 13 diferentes estudos que relacionam a prática de exercícios motores e o link capacidade cerebral, constatamos que o exercício motor foi considerado como o factor de crescimento e desenvolvimento do cérebro e como preventivo da deterioração de cérebros mais idosos.

 

Muitos estudos na década de 90 foram responsáveis por explicar como os movimentos directamente beneficiam o Sistema Nervo Central. Actividades musculares, particularmente movimentos coordenados, são responsáveis por estimular a produção de neurotransmissores, substâncias essas que estimulam o crescimento de células nervosas e também aumentam o número de conexões no cérebro.

 

O movimento é indispensável para a aprendizagem e o pensamento. Cada movimento torna-se um link vital de aprendizagem e processo de pensamento. Como o nosso Sistema Sensorial, todos nós devemos desenvolver nossa própria rede neuronal através de padrões de movimentos, que são compilados no nosso cérebro como uma enciclopédia. O tamanho dessa enciclopédia depende de como nos movimentamos e pensamos. O pensamento é uma resposta ao nosso mundo físico”

 

Terminando o capítulo a autora escreve: “Os estudos da neurociência, comprovam que para compreender o cérebro somente pode existir o contexto da realidade física, durante a real acção. O movimento é uma parte integrante de todo o processo mental, pois é a actividade motora que “dispara” o sinal dos neurónios cerebrais para orquestrar a rede eléctrica que permite que nosso pensamento seja manifestado em acção.”

 

Os criadores da Brain Gym, método também comprovado cientificamente, demonstram como ativar essas zonas cerebrais, centros energéticos e glandulares, através de alguns movimentos coordenados e simultâneos a alguns outros. Possibilitando assim a  utilização em harmonia dos dois hemisférios cerebrais e justamente realizar esse link entre movimento e pensamento de forma mais integral. (considera-se que usamos 70% de um hemisfério e 30% do outro, e a Brain Gym, busca a utilização balanceada dos dois hemisférios em sincronia).

 

Ao utilizar-se de alguns recursos da Academia, como por exemplo o Balanço Concha, poderemos conjuntamente com a brincadeira activar alguns pontos de  dos centros nervosos  explicitados pelo Método Brain Gym, e assim actuar mais eficazmente terapêuticamente enquanto a criança imagina-se estar num parque de diversões (onde ela finalmente pode brincar, tendo em vista a inexistência desses espaços públicos ou privados)

 

Mediadora de Aprendizagem

 

Portanto, a Academia de Integração Sensório-Motora  é de facto uma mediadora de aprendizagem.

 

Assim se esse profissional souber que uma criança com hipotonia grave e com o Sistema Vestibular ineficiente - consequentemente com a propriocepção e esquema corporal afetados -  deverá receber inputs sensório-motores no eixo axial do tipo vertical, com força leve e continuada, e deverá também realizar muitas atividades de girar em uma certa velocidade e depois realizar actividades de “endurance”. Poderá se quiser escolher por exemplo iniciar uma sessão com o Pégasus e terminar com o Pneu Balão, usando entre elas, muitas brincadeiras de estimulação sensorial profunda.

 

Esse é claro é um exemplo. Um exemplo que comparo como similar à Experiência de Aprendizagem Mediada (EAM), criada por Feuerstein, se considerarmos a definição a seguir: “ EAM, que pode ser definida como a qualidade de interação em que seres humanos tais como professores, tutores, assim como pares interpõem-se entre um indivíduo e um estímulo do ambiente, afim de assegurar que o estímulo seja percebido, compreendido e significativamente integrado na estrutura mental do individuo. Motivado por suas próprias intenções e inspirado por seu próprio contexto o mediador encarrega-se de filtrar e selecionar estímulos específicos a serem mediados, de regular sua intensidade, frequência e sequência, de estabelecer relações entre eles, de regular as reações do mediado, de interpretar os estímulos e lhes atribuir um sentido e de suscitar a motivação e a curiosidade – tendo em vista ampliar a efectividade do processo de aprendizagem do mediado”. David Sasson – consultor de Educação Cognitiva, in Prefácio do livro dos escritores Marcos Meier e Sandra Garcia, Mediação de aprendizagem, contribuições de Feuerstein e de Vygotsky, 4ª- edição, Grafiven, Curitiba 2008.

 

Utilizar a Academia de Integração Sensório Motora exige como na EAM, que haja critérios específicos de medição.

 

Ou seja a utilização de um conjunto de recursos terapêuticos, deve ser acompanhada de parâmetros, conhecimentos neuropiscológicos e cognitivos intrínsecos, assim como a efectividade  do uso de activadores do sistema vestibular e de equilíbrio considerando-se o arcabouço neuropsicomotor.

 

O profissional deve saber o que cada recurso oferece, viabiliza e possibilita ao seu reabilitando. Deve registrar desde a avaliação, as dificuldades e facilidades e a partir de então, estabelecer uma relação que possibilite a aplicabilidade  de uma forma lúdica mas terapêutica.

 

Tenho assistido a verdadeiras ”surpresas” quando estamos compartilhando de fato com o reabilitando uma atividade motivadora e realizadora.

 

Em Fevereiro de 2007, em Coimbra, Portugal, durante um treinamento no uso da Prancha circular, pude observar que uma menina de 6 anos, com hemiplegia espástica a direita, quando solicitada em dosagem de pequeno desequilíbrio para o lado direito -  enquanto brincávamos de balançar nosso avião - conseguiu segurar o peso do seu corpo com sua mão hemiplégica utilizando-a para apoiar-se.

 

Tomados de surpresa, tanto os profissionais da equipe como a mãe, disseram-me ao encerrar a brincadeira que era a primeira vez que a pequena apoiava espontaneamente sua mão para equilibrar-se em muitos anos?!

 

Quantas vezes durante anos através de pequenas experimentações feitas pelos visitadores da ReaCare de Dusssendorf, na Alemanha, pude ver pais surpresos por seus filhos - em média com 7 a 10 anos, córeo distônicos -  pois esses estavam pela primeira vez a desenhar por conta do uso de um facilitador Tuboform, que permitia o desempenho dessa actividade sem a ajuda de qualquer adulto.

 

Muitas vezes vi crianças gargalharem porque conseguiam realizar um rabisco sozinhas. Ou por estarem sentadas  no “Pégasus” e impulsionarem-se ou  por estender os braços para voar na Asa Delta, experimentando o vento nos seus cabelos. Assisti crianças com severas dificuldades de deglutição de saliva, espontaneamente deglutirem depois de atividades de girar.

 

A maior partes das dificuldades motoras pode ser intermediada, entre outras possibilidades, por uma tecnologia com um propósito específico. E os resultados sempre serão promissores e enriquecedores para todos.

 

No entanto, esse profissional deve saber, que cada instrumento terapêutico tem sua eficiência “medicamentosa” quando utilizado correctamente e na dosagem adequada.

 

A academia, como seu próprio nome faz pressupor, fortalece alegrias, divertimento, proporciona movimento passivo e activo, estimula sistemas sensórias, cognitivos, implementa auto-estima e confiança, favorece aportes sociais e educacionais, proporciona reabilitação, desde que o mediador saiba exactamente o que pretende mediar, conheça detalhadamente as necessidades integrais do mediado e tenha vivenciado e aprendido o que cada equipamento pode facilitar e habilitar.

 

Como profissionais de saúde, através da Academia, somos gestores de expansão motora, sensorial, cognitiva e fortalecemos emoções de alegria e satisfação pessoal.

 

Gisleine Martin Philot

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Site sobre Feurestein em português acessado dia 19 de Novembro de 2009  às  15.31 hs.: http://pt.wikipedia.org/wiki/Reuven_Feuerstein

 

Site em inglês acessado dia 19 de Novembro de 2009 às 15: 45 hs.:
http://www.icelp.org/asp/main.asp